BAIXE GRÁTIS SEU EBOOK SOBRE O LIVRO DE GÊNESIS

Descubra as maravilhosas revelações contidas nesse fantástico LIVRO!

Não enviamos spam. Seu e-mail está 100{cbcd66f007a6a58b580b9a083d47e9f3b67b32ae65bce361169fcc9bac659a54} seguro!

O que é Septuaginta?

O que é Septuaginta?

O que é a Septuaginta? – A tradução dos Setenta no Egito

Hey, você já conheceu o Curso Daniel e Apocalipse? Um curso incrível, que tem ajudado a vida de milhares de pessoas a entender e  dominar a ESCATOLOGIA BÍBLICA e como pregá-la.
Esse CURSO é completo, dedique um tempo e invista nessa área… saiba mais:  CLIQUE AQUI!

Muitas pessoas me perguntam sobre o que é Septuaginta, então, decidimos nesse breve estudos trazer algumas informações importantes sobre esse conceito. Eu preparei algo que não é um estudo profundo do assunto, mas vai esclarecer muito os leitores do portal Akademia Cristã, então vamos para o que interessa.

Mas afinal, o que é Septuaginta?

A palavra Septuaginta é conhecida na teologia pelo numeral romano LXX (70). A versão dos LXX é conhecida como a mais antiga versão grega da Torá hebraica dos judeus.

Segundo MAIA (2017. pg. 138) Ptolomeu II ordenou a seu bibliotecário Demétrio que convocasse sábios judeus para organizarem a tradução da Lei Judaica do hebraico para o grego; assim, 72 estudiosos, 6 de cada tribo de Israel, foram convocados para a tarefa; isolados em uma ilha do mar Mediterrâneo, eles levaram 72 dias para concluir seu trabalho, durante os quais dividiram os textos da Lei entre si, consultando-se mutuamente durante o progresso de tradução.

Todo o relato da tradução da Lei judaica está contido num documento conhecido como “Carta de Aristeas a Filócrates”. Segundo PÓRTULAS (2007) o documento informa que a negociação para a tradução da Lei judaica para a língua grega acontece através de uma negociação entre o sumo sacerdote judeu Eleazar e o bibliotecário da grande Biblioteca de Alexandria, a pedido do rei Ptolomeu II.

A Biblioteca de Alexandria

A biblioteca fundada por Ptolomeu I, chamado Soter (o Protetor), em 288 a.C. – foi organizada sob decisiva influência de Aristóteles, tendo como modelo o clássico gymnasium. O bibliotecário encarregado de sua direção era escolhido diretamente pelo rei – a partir de uma lista de nomes proeminentes nas Artes, Ciências, Filosofia e Literatura – e era um dos postos mais altos e honoríficos do reino. Segundo a tradição judaica o primeiro bibliotecário foi Demétrio de Falera, que a pedido do rei Ptolomeu II teria solicitado ao sumo sacerdote Eleazar que habitava em Jerusalém para enviar sábios para traduzir a Torá (Lei dos judeus). Cabe lembrar que alguns eruditos discordam que Demétrio tenha sido o primeiro bibliotecário.

Outra informação interessante são os termos gregos que foram traduzidos do aramaico e que estão contidos na parte do Pentateuco. JOOSTEN (2010) Em um artigo de nome “The Aramaic Background of the Seventy” aponta vários termos aramaicos que estão na Septuaginta segue alguns exemplos:

בַּ֣עַל צְפֹ֔ן — Βεελςεπφών (Êx 14: 2, 9; Nm 33: 7)

בַּ֣עַל פְעוֹר – Bεελφεγώρ (Nm 25: 3, 5; Dt 4: 3)

בַּ֣עַל מְעוֹן – Βεελμεών (Nm 32:38)

As novas pesquisas em cima da Septuaginta Grega têm sugerido que embora a Torá que foi utilizada tenha sido traduzida do paleo-hebraico, ela estava repleta de termos em aramaico e essas informações tem suscitados diversas pesquisas de comparação com os Textos Massoréticos e o Pentateuco Samaritano. Segundo FRANCISCO (2002) o Pentateuco Samaritano constitui as Escrituras Sagradas dos samaritanos e é composto somente dos cinco livros do Pentateuco (Torá). Seu texto é composto em hebraico e em escrita paleo-hebraica (antiga escrita hebraica do período pré-exílico).

Outro ponto importante para abordarmos é quanto a aceitação da Septuaginta pelos judeus da Palestina, principalmente o Pentateuco. Segundo GUERTZENSTEIN (2013) a tradução do Pentateuco para o grego, conhecida como Septuaginta, feita por setenta anciões no século II antes da Era comum, não é aceita na literatura rabínica. Um dos motivos é que as traduções transformam os conteúdos originais, dando-lhes novos sentidos e, também, por questões técnicas e religiosas, por exemplo, o nome de Deus não é passível de tradução. Podemos perceber como os judeus religiosos dos primeiros séculos se utilizavam do religioso para impor o que eles aceitavam como Escritura Sagrada, rejeitando toda e qualquer escritura feita fora da Palestina.

Conclusão:

O leitor pôde aprender um pouco sobre as tradições que rondam a Septuaginta e percebido como é importante investigarmos as fontes que alicerçam a nossa fé. Todos esses milênios de fé cristã estão sendo analisados em conjunto com a LXX e os manuscritos do Mar Morto. Isso tem mostrado que muitas tradições que foram sustentadas tanto pela igreja católica quanto pelos protestantes não passaram de lendas, pois a fé judaica nunca foi uníssona, o que nos leva a pesquisarmos sobre os judaísmos, pois, cada região tinha uma forma de judaísmo.

Referências:

FRANCISCO, Edson de Farias. Masora Parva Comparada – Comparação entre as Anotações Massoréticas em textos da Bíblia Hebraica de Tradição Ben Asher em Isaias, capítulos de 1 a 10.

GUERTZENSTEIN, Daniela Susana Segre. BÍBLIA HEBRAICA NA LITERATURA RABÍNICA. 2013.

MAIA, José Augusto de Oliveira. Para você, que ainda não conhece a Bíblia. 2017.

LA CARTA DE ARISTEAS A FILÓCRATES. Traducción y notas de Jaume Pòrtulas. In: Revista de Historia de la Traducción, Departamento de Filología Griega de la Universidad de Barcelona, Barcelona, n. 1, 2007. Disponível em: <http://www.traduccionliteraria.org/1611/esc/biblia/aristeas.htm>

Me responda a uma pergunta rápida: Você gostaria de conhecer melhor sobre Escatologia? Então BAIXE GRÁTIS o nosso  Ebook Daniel e Apocalipse ? [thrive_2step id=’4158′]Clique aqui e baixe agora…[/thrive_2step]

Tags: | | | | | | | |

Sobre o Autor

0 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *