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Expiação Limitada – O que defendia Calvino?

Expiação Limitada – O que defendia Calvino?

Expiação Limitada – O que defendia Calvino?

Calvino foi um dos reformadores que impactaram a Europa e seus ensinos ultrapassam séculos. Segundo (BALBINO) :

João Calvino nasceu em Noyon, no nordeste da França no dia 10 de julho de 1509. Seu pai, Gérard Cauvin, era secretário do bispo e advogado da igreja naquela cidade; sua mãe Jeanne Lefranc, morreu quando ele ainda era uma criança. Após os primeiros estudos em sua cidade, Calvino seguiu para Paris, onde estudou teologia e humanidades (1523-1528). A seguir, por determinação do pai, foi estudar direito nas cidades de Orléans e Bourges (1528-1531). Com a morte do pai, retornou a Paris e deu prosseguimento aos estudos humanísticos, publicando sua primeira obra, um comentário do tratado de Sêneca Sobre a Clemência.
Calvino converteu-se provavelmente em 1533. No dia 1º de novembro daquele ano, seu amigo Nicholas Cop fez um discurso de posse na Universidade de Paris repleto de idéias protestantes. Calvino foi considerado o co-autor do discurso e os dois amigos tiveram de fugir para salvar a vida. Calvino foi para a cidade de Angouleme, onde começou a escrever a sua obra mais importante, Instituição da Religião Cristã ou Institutas, publicada em Basiléia em 1536 (a última edição seria publicada somente em 1559). Após voltar por breve tempo ao seu país, Calvino decidiu fixar-se na cidade protestante de Estrasburgo, onde atuava o reformador Martin Bucer (1491-1551). No caminho, ocorreu um episódio marcante. Impossibilitado de seguir diretamente para Estrasburgo por causa de guerra entre a França e a Alemanha, o futuro reformador fez um longo desvio, passando por Genebra, na Suíça francesa. Essa cidade havia abraçado o protestantismo reformado há apenas dois meses (maio de 1536), sob a liderança de Guilherme Farel (1489-1565). Este, sabendo que o autor das Institutas estava de passagem pela cidade, o “convenceu” a permanecer ali e ajudá-lo.

Calvino, um dos reformadores protestante da europa, escreveu vários livros, entre eles as “Institutas”. Exite um discussão muito grande se foi ele quem originou a doutrina da “Expiação Limitada” (Doutrina calvinista que ensina que Jesus morreu para expiar os pecados somente dos predestinados, ou, eleitos para a salvação). Embora essa doutrina surgirá de interpretações de seus escritos e será apresentada na Confissão de Fé de Westminster, que deu continuidade ao Sínodo de Dort, alguns teólogos contemporâneos defendem que Calvino nunca defendeu essa interpretação, enquanto grande parte dos teólogos calvinistas sustentam que Calvino deixou em seus escritos a clareza dessa doutrina.

Sinodo de Dort, 1.618 – 1.619 d. C, na Holanda.

Vejamos o que o Sínodo defendeu como Expiação Limitada,  em seu Segundo Capítulo da Doutrina: A Morte de Cristo e a Redenção do Homem Através Dela

Artigo 8 — A eficácia da morte de Cristo Pois este foi o soberano conselho de Deus o Pai que a eficácia salvadora e vivificante da preciosíssima morte do Seu Filho se estendesse a todos os eleitos. Foi da Sua graciosíssima vontade e intento conceder a fé justificadora apenas a eles e assim trazer-lhes infalivelmente a salvação. Isto é: Quis Deus que Cristo pelo sangue da cruz (pelo qual Ele confirmou a nova aliança) redimisse eficazmente de todo povo, tribo, nação e língua todos aqueles — e somente aqueles — que desde a eternidade foram eleitos para a salvação e lhe foram dados pelo Pai. Ainda quis Deus que Cristo lhes desse a fé, a qual, juntamente com outros dons salvadores do Espírito Santo, Ele lhes adquiriu pela Sua morte, para que pelo Seu sangue pudesse purificá-los de todos os seus pecados — tanto do pecado original quanto dos pecados re- ais cometidos antes e depois da fé — e para os guardar fielmente até o fim e finalmente os apresentar a Si mesmo em glória sem nenhuma mácula ou ruga. Jo 17.9; Ef 5.25-27; Lc 22.20; Hb 8.6; Ap 5.9; Fp 1.29; 1Jo 1.7; Jn 10.28; Ef 5.27.

Até esse momento podemos perceber que a doutrina da Expiação Limitada é uma evolução que surge da teologia de Calvino, pois conforme LIMA (2004) o teólogo nunca defendeu tal expressão e sim o seu conceito.

A expiação deve ser tratada em âmbito coletivo ou particular?

Na primeira Aliança vemos que existia na Torá (Pentateuco) um dia descrito na Bíblia como o Dia da Expiação, onde um cordeiro era sacrificado em representação a Toda a nação de Israel. Na mente do escritor da Torá esse sacrifício não representava as nações e sim o povo hebreu que segundo essa teologia primária, seria o povo eleito. Com os profetas essa visão muda, pois para estes o messias alcançaria todas as nações através de sua missão. Ou seja, desde a Torá o leitor da Bíblia pode enxergar a questão do partidarismo dos hebreus, e a partir dos profetas o leitor enxergará o universalismo quando se fala em alcance da salvação exercida pelo Messias. Eu poderia citar alguns versiculos, mas o texto ficaria muito extenso. Basta o leitor estudar sobre a teologia das escolas de escribas do Antigo Testamento e perceberá que a teologia de cada escola se difere e evolui.

Essa interpretação cria uma outra dúvida importante: Se Cristo levou na cruz somente os pecados dos eleitos, onde está o amor de Deus nessa ação, para o restante da humanidade?

Lembremos quando Jesus gritou: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparastes?” Sempre nos ensinaram que nesse momento o céu ficou em trevas e que Cristo estava levando sobre si o pecado da humanidade. Se realmente a doutrina da Expiação Limitada estiver certa, então nesse momento Jesus estaria levando somente o pecado dos eleitos. Veja como se cria um conflito de ideias.

Um dos teólogos presbiteriano que não é muito aceito em algumas universidades calvinistas é Charles Grandson Finey. Ele arranjou muitos inimigos entre os presbiterianos e recebeu fama de herege e de causador de males ao rebanho de Cristo. Em sua obra, Teologia Sistemática, Finei declarou:

“Os defensores da expiação limitada, de igual maneira, citam aquelas passagens que provam que Cristo morreu pelos eleitos e pelos santos e depois tomam por assentado que não morreu por ninguém mais. Para o unitarista, replicamos, admitimos a unidade de Deus e a humanidade de Cristo e o significado pleno daquelas passagens das Escrituras que citam como prova dessas doutrinas, mas insistimos que essa não é toda a verdade, mas que ainda há outras passagens que provam as doutrinas da Trindade e da divin-dade de Cristo. Assim também para os defensores da expiação limitada, replicamos: cremos que Cristo entregou a vida por seu rebanho, como crêem; mas também cremos que provou “a morte por todos” (Hb 2.9). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).”

Finey, diferente de inúmeros teólogos calvinista, já em sua obra citara uma lista com mais de 20 atributos do amor de Deus, e rebateu veementemente algumas das interpretações do TULIP.

Concluo opinando que Calvino foi um instrumento poderoso nas mãos de Deus, assim como Arminius e tantos outros, mas ele não foi a voz final nesse assunto de expiação limitada. Afinal, como entender o amor de um Deus elitista, que tudo que Ele fez foi só para os eleitos?

Em outro artigo trataremos melhor sobre a visão de Calvino sobre Expiação.

Por: Luiz Flávio Curvelo de Jesus

Referências:

BALBINO, Antonio Freires. João Calvino, Vida e Obra. Disponivel em: <http://static.recantodasletras.com.br/arquivos/4393921.pdf> Acesso em: 06 Mar. 2019.

FINNEY, Charles Grandson. Teologia Sistemática. CPAD, 2001.

LIMA, Leandro Antônio de. CALVINO ENSINOU A EXPIAÇÃO LIMITADA?, FIDES REFORMATA IX, Nº- 1 (2004): 77-99

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