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Quem foi o profeta Malaquias?

Quem foi o profeta Malaquias?

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Um dos livros da Bíblia menos estudado nas academias é o livro de Malaquias, em contrapartida, é o livro mais utilizado nas igrejas de matizes reformadas e pentecostais.

O nome Malaquias (hb. מַלְאָכִֽי – Mal’ākhī), significa “meu Mensageiro”. Uma grande incógnita com relação a esse nome, é se ele é um título ou um nome próprio. Muitos teólogos defendem que era um nome próprio de uma pessoa. Porém, com os avanços dos estudos nas universidades e com amparo do Targum, muitos estudioso defendem que o nome Malaquias era um título que foi dado a Esdras “o escriba”.

A datação do Livro

 

Malaquias é um livro que está inserido no grupo de livros da Antiga Aliança conhecido com Nebiim (profetas). Segundo (SICRE, 1996, pg. 174) a LXX incluía o livro de Malaquias entre os doze profetas que eram colocados antes de Isaias, Jeremias e Ezequiel. HIMBAZA (2010, pg. 568) relata que muitos estudiosos defendiam que o livro de Malaquias fosse um apêndice do Livro de Zacarias, mas que também, outros defendiam que o livro fosse independente.

Quanto a datação, a maioria dos autores opta por inserir o livro no século V A.E.C, ou seja, no período do segundo Templo, logo após o retorno dos judeus da Babilônia. HIMBAZA (2010, pg. 571) descreve que a tradição judaica sustentava que Malaquias fazia parte daqueles que voltaram do exílio babilônico (Talmude Babilônico, Zebahim 62ª) e que ele foi o último que teve o espírito de Deus. Diante dessa informação entendemos a crença de que depois de Malaquias o SENHOR ficou sem falar com o povo de Israel por durante 400 anos, até que quebrou o jejum com o anúncio do nascimento do Messias.

Quanto a identidade de Malaquias, pouco se sabe, pois o livro não transmite informações a respeito, o que deu margem para a aceitação de algumas hipóteses levantadas pelas tradições, algumas dessas tradições sustentavam que Malaquias era um titulo que foi dado a Esdras e que a palavra “Malaquias” significa (meu Mensageiro).

O contexto histórico e geográfico do texto

 É consenso da maioria dos estudioso que o período do livro de Malaquias é entre o século V e II A.E.C, denominado de “período do segundo templo”. Grande parte dos escritores preferem o V século A.E.C, quando os judeus retornaram da Babilônia sob o domínio dos persas o que ficou conhecido como pós-exílio.

Segundo MARIANO (2007, p.71) o personagem Malaquias atuou depois da reconstrução do Templo e da retomada o culto. GOTWALD (1988, p.356) descreve que Malaquias tem uma afinidade com as tradições deuteronômicas e embora faça referência ao sacerdócio de Levi (2,4), considera o sacerdócio titular totalmente corrupto.

O contexto político 

No período pós-exilíco a Palestina era uma satrapia da Persa, coforme veremos a Palestina fazia parte da Transeu-frates. Segundo BAKER E ARNALD (2017) Transeu-frates era o nome da satrapia persa que incluía Judá. MARIANO  informa que essas satrapias funcionavan como sedes administrativas regionais e representavam oficialmento o Império Persa.

Referente as satrapias, ANDRÉ (2018, p.85) que representavam distritos ou províncias do Império Persa, Heródoto relatou algumas informações dos dias do governante Dario I (522-486 A.E.C):

[…] [Dario] dividiu o império em vinte estados, que os Persas denominam satrapias, estabelecendo em cada um deles um governador. Regulamentou o tributo que cada província deveria pagar-lhe, e, para esse fim, incluía em cada província os povos limítrofes. Às vezes, porém, passava por cima dos vizinhos, incluindo, num mesmo departamento, povos afastados um do outro. Eis como distribuiu ele as satrapias e como regulamentou os tributos, que lhe deveriam ser pagos todos os anos. Ordenou que os que deviam pagar sua contribuição em prata, a pagassem ao peso do talento babilônio, e os que tivessem de pagá-la em ouro, o fizessem ao peso do talento da Eubéia […] (Herodotus, III, 89, 1-2).

O contexto econômico

KIDNER (1979, p. 16) menciona que um dos aspectos notáveis de integração do império Persa era a sua integração de uma grande diversidade de povos num único sistema administrativo, onde mantinha uma tradição de respeito pelos costumes e crenças locais de seus vassalos.

No pós-exílio os judeus que ficaram na terra como os repatriados foram doutrinados nos principios deuteronomista em que o foco passa a ser o templo.

Esse segundo STORNIOLO (2002, p. 23) era guardado pelo clero de Jerusalém que mantinha sua teologia com os interesses do governo. O governador da Judeia repassava para os persas, parte dos tributos que eram recolhidos do povo da terra em forma de dízimo. Nesse cenário, muitos sacerdotes se tornaram a elite de Judeia em detrimento da maioria que eram pobres e estavam sobrecarregados pelos impostos. 

BIBLIOGRAFIA:

 

ANDRÉ, ALESSANDRA. A fabricação da ‘Basileia’ Helenística: Um estudo sobre o governo de Antígono Monoftalmo e Demétrio Poliorcetes (321 – 301 A.C.)

MARIANO, LILIA DIAS. A AMEAÇA QUE VEM DE DENTRO Um estudo sobre as relações entre judaítas e estrangeiros no pós-exílio em perspectiva de gênero.

GOTTWALD, Norman K.   Introdução socioliterária à Bíblia hebraica / Norman K.Gottwald;(tradução Anacleto Alvarez; revisão H. Dalbosco). — São Paulo: Paulinas, 1988.

RÖMER, Thomas; MACCHI, Jean-Daniel; NIHAN, Christophe. Antigo Testamento – História, escritura e teologia. Loyola, 2010.

SICRE, José Luis. Profetismo em Israel : o profeta : os profetas : a mensagem ; tradução João Luís Baraúna. – Petrópolis, RJ : Vozes, 1996.

SILVA, Marcelo Moura da. Malaquiasmensageiro da justiça: um estudo a partir do quarto oráculo. 

STORNIOLO, Ivo. Como Ler o Livro de Eclesiastes: Trabalho e Felicidade. SP: Paulus, 2004.

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